terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Primeiro passo: Educação, Liberdade e Exemplos Históricos

Pode parecer absurdo como passo fundamental de uma economia estar fundada na educação, e mais, na educação econômica de seus cidadãos, mas não é.  Na verdade, List diz em seu livro (Sistema Nacional de Economia Política), que este deve ser o passo primordial, e além disso, ver os exemplos da história, aonde a liberdade foi um aspecto culminante para as nações desenvolvidas. Nesta parte, o autor mostra seu lado empírico.


Resumo Capítulo X
 "(...)
 Em toda a história, nos é mostrado um poderoso processo de reciprocidade,  ação entre o social e as competências individuais e condições. Em Italia e as cidades Hanseáticas, na Holanda e na Inglaterra, em França e Estados Unidos, encontramos as competências de produção e consequentemente, a riqueza dos indivíduos, crescendo na proporção a liberdade gozada, com o grau de perfeição do político e instituições sociais, enquanto estes, por outro lado, derivar material e estímulo para a sua melhoria a partir da aumento da riqueza material e da força produtiva do indivíduos.
 (...)  A história também nos ensina que indivíduos derivam a maior parte das suas forças produtivas das instituições sociais e as condições sob as quais eles são colocados. A influência da liberdade, inteligência e esclarecimento sobre o poder e, portanto, sobre a capacidade produtiva e riqueza de uma nação, é exemplificada em nenhum aspecto tão claramente como na navegação. De todas as atividades industriais, a maior demanda de energia de navegação, coragem pessoal, empresarial e de resistência; qualificações que só pode florescer numa atmosfera de liberdade.
 Por isso história não pode apontar um único exemplo de um povo escravizado tendo um papel proeminente na navegação. No antigo Egito a navegação marítima foi realizada em repúdio, provavelmente porque sacerdotes e governantes para que não temia por meio dela o espírito de liberdade e independência devem ser incentivadas. Os mais livres e mais iluminados Estados da Grécia antiga eram também os mais poderosos no mar, o seu poder naval cessou com a sua liberdade, e por muito pode-se narrar a história das vitórias dos reis da Macedônia, ela é omissa quanto às suas vitórias no mar. (...) Mal a independência dos Estados Unidos da América do Norte vêm à vida, quando encontramos os americanos lutando com fama contra as gigantes frotas do país mãe.
(...) 
 Finalmente, a história ensina-nos como nações que tenham sido dotadas pela natureza com todos os recursos que são necessários para a realização do mais alto grau de riqueza e poder, pode e deve – sem por essa razão perder o fim em vista - modificar seus sistemas acordo com a medida de seu próprio progresso: no primeiro estágio, adoção de livre comércio com nações mais adiantadas como meio de levantando-se de um estado de barbárie, e de fazer avanços na agricultura. Na segunda fase, promover o crescimento das manufaturas, da pesca, navegação e comércio exterior por meio de restrições comerciais, e no último estágio, após atingir o mais alto grau de riqueza e poder, gradualmente revertendo para o princípio do livre comércio e da livre concorrência no casa, bem como nos mercados estrangeiros, de modo que os seus agricultores, fabricantes e comerciantes podem ser preservados da indolência, e estimulados a manter a supremacia que adquiriram. Na primeira fase, vemos Portugal e Reino de Nápoles, em segundo, a Alemanha e os Estados Unidos da América do Norte; França aparentemente, está perto em cima da linha limite da última etapa; Grã-Bretanha, mas só no momento atual chegou efetivamente ele."

 Vale destacar que no ultimo parágrafo o autor fala sobre restrições comerciais. Hoje em dia não é fácil por em pratica, tendo em vista a interdependência entre as economias internacionais. Então eu me pergunto: devemos sempre nos deixar levar pela boa vontade que o livre comércio proporciona, ou ser, por um determinado tempo definido, egoístas, voltarmos a nós mesmos, desenvolver nossas indústrias para não sermos inundados pelas multinacionais e seus produtos estrangeiros, e depois retormarmos o livre comercio como uma nação bem desenvolvida? 
 Certamente, os liberais erraram ao dizer que abrir o mercado, sem base industrial nacional, seria benéfico. Os resultados estão aí até hoje.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Links: Economia Descomplicada

Este link contém 7 aulas em vídeo explicando a Economia, segundo o ILB (Instituto Legislativo Brasileiro, filiado ao Senado Federal).
Sugiro assistir a todos e tomar ciência de como esta ciência é algo simples.

Aula 1 - http://www.youtube.com/watch?v=liZcE05M93U
Aula 2 - http://www.youtube.com/watch?v=2FdEBPCxmvM
Aula 3 - http://www.youtube.com/watch?v=9qq9VV8I1D0
Aula 4 - http://www.youtube.com/watch?v=dB_V3TEULJA e http://www.youtube.com/watch?v=lmXkymBS3yY
Aula 5 - http://www.youtube.com/watch?v=P2gJn7Owrj0
Aula 6 - http://www.youtube.com/watch?v=cz_8h8qAvJM
Aula 7 - http://www.youtube.com/watch?v=Yz38bvJK6k0

Breve explicação:
"Excelente Vídeo de Economia Descomplicada elaborado pelo ILB – Instituto Legislativo Brasileiro, abordando os seguintes tópicos:
- Introdução a alguns fundamentos da Ciência Econômica, como administração e limitação de recursos, escassez e custo de oportunidade.
- Noções básicas de Microeconomia, Equilíbrio de Mercado, Lei da Demanda, Bens Substitutos e Complementares.
- Lei da Oferta, Tecnologia e Preço dos Insumos, Estrutura de Mercado: Concorrência Perfeita e Monopólio.
- Noções básicas de Macroeconomia, Produto Agregado, PIB, Política Fiscal, Política Monetária, Políticas Cambial e -Comercial, Fluxo Circular de Renda.
- Setor Externo: Globalização, Transações Comerciais Internacionais, Taxa de Câmbio, Regimes de Câmbio Fixo e Flutuante.
- Governo e administração do sistema de mercado, Falhas de Mercado, Regulação de Monopólio, Externalidades.
- Crescimento Econômico e Desenvolvimento Econômico, Estabilidade, Acumulação de Capital, Formação de Capital Humano, Acumulação de Conhecimento e Geração de Novas Tecnologias."

Fontes:
http://www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/
http://guiadosconcurseiros.net/2009/08/video-aulas-economia.html






Introdução - Discutir a Economia Nacional é Essencial

Há muito tempo pretendia escrever um blog para abrir uma discussão aberta sobre o que leva uma nação emergente, como o Brasil, a ser uma real potência, primordialmente econômica, e depois militar e política. Acredito que estes dois últimos assuntos já foram extensamente abordados, mas o primeiro muito pouco se fala, ou muito pouco se entende, pois há uma certa dificuldade da população em geral compreender, interagir, debater ou comentar, mais porque há uma carência dos meios de comunicação de transmitir o que é a economia, que não é um bicho de 7 cabeças, como pensam muitos.

Sou um estudante de Relações Internacionais, com experiência em estagiar/trabalhar para grandes empresas, cansado de ouvir pessoas defenderem errôneamente ideais liberais, os quais não sou completamente contra, mas sim à sua má interpretação. Na verdade a mais importante relação econômica que existe, e também uma das mais simples, entre um produtor e um consumidor é a de Oferta e Demanda, pondo-se em poucas palavras: quando a oferta de determinado produto excede à demanda, seu preço tende a cair, já quando a demanda supera a oferta, o preço tende a aumentar. Esta é uma Lei básica da economia, mas de um valor importantíssimo. Infelizmente muitos não a compreendem, ou por mero descaso, ou por não serem corretamente sanados sobre suas dúvidas.

Em diante: este blog, distante de discutir as leis básicas da economia é mais um sinal de alerta para uma nação em desenvolvimento, do que ela realmente precisa e não precisa fazer para se tonar uma potênciaAlém disso restrinjo-me a não publicar meus ensaios acadêmicos e nem os de outrem, pois tudo o que for postado aqui vem de fontes abertas. Baseio-me principalmente em autores como Friedrich List (foi um dos primeiros economistas a estabelecer um esquema de evolução econômica em etapas, em seu livro "Sistema Nacional de Economia Política", de 1841) e Alexander Hamilton (primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, ajudou a emergente economia da jovem nação americana, autor de "Relatório Sobre Manufaturas", de 1791).

Como se pode reparar, ainda utilizados até hoje em dia, TODAS AS POTÊNCIAS MUNDIAIS CAPITALISTAS SE UTILIZARAM DAS BASES TEÓRICAS DE AMBOS OS AUTORES. Na verdade a economia destes países só se tornou liberal depois de atingido certo grau de desenvolvimento (o que List apresenta muito bem em seu livro). Longe de serem escritos filósóficos, tais obras foram baseadas em fatos empíricos, cuja experiência real de seus autores fora essencial. E esta é a diferença: experiência + idéias = obras brilhantes e de uso crasso, refutando qualquer outra teoria que se oponha. Nestas obras os fatos comprovam os escritos.

É com este intuito que escrevo este blog, analisar os fatos e discutir as idéias as idéias dos autores, pois tais obras se adequam muito bem ao tempo deles, e com a evolução econômica, e com sua sequente Interdependência (aonde um país A depende da economia de um país B, e vice versa), há necessidade de adequá-las ao nosso tempo.

Bom, tentarei neste blog não contaminá-lo de ideais políticos ou ambientalistas, mas explicar e explorar cuidadosamente e empíricamente qual a real importância de se discutir a Economia Política Nacional, para melhor suprir os interesses de nossa nação, e consequentemente, a evolução tecnológica, oferecida pela disputa no mercado livre. Baseio-me também em documentos como a Estratégia Nacional de Defesa, ou END, aonde o Brasil vive um dos momentos mais importantes de sua história, desde sua fundação. Nunca se houve uma importância tão grande com nosso país como se há agora, então discutir como melhor se adequar à esse admirável mundo novo, é de fato importantíssimo para a nossa saúde econômica.

Fontes: